A alta carga tributária é um dos maiores desafios enfrentados por empresas do setor imobiliário. Com margens apertadas e constante pressão por competitividade, buscar maneiras legais e eficientes de reduzir impostos tornou-se uma estratégia indispensável.
Uma boa gestão tributária para imobiliária pode fazer a diferença entre operar com lucro ou prejuízo.
Neste artigo, você vai conferir dicas práticas de como otimizar os tributos da sua imobiliária e entender o papel da contabilidade consultiva nesse processo.
O que é gestão tributária para imobiliária?

A gestão tributária para imobiliária é o conjunto de ações voltadas ao planejamento, apuração e controle de tributos com foco em legalidade e economia fiscal.
Ela envolve desde a escolha do regime tributário até a correta emissão de documentos fiscais, análise de deduções e acompanhamento da legislação vigente.
Para o setor imobiliário, que lida com operações complexas como locações, comissões, intermediações e administração de bens, esse tipo de gestão se torna ainda mais relevante.
Como a carga tributária impacta as imobiliárias?
Imobiliárias podem ser tributadas de formas diferentes, a depender do regime adotado e da forma como a receita é gerada. Sem um bom controle, o negócio pode:
- Pagar mais impostos do que o necessário;
- Ser autuado por inconsistência fiscal;
- Perder oportunidades de planejamento tributário;
- Ficar em desvantagem frente à concorrência.
É por isso que investir em gestão tributária para imobiliária não é apenas uma recomendação, mas uma necessidade para quem quer manter a competitividade.
Dicas para reduzir a carga tributária da sua imobiliária
1. Escolher o regime tributário mais vantajoso
Imobiliárias podem atuar no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Cada regime possui regras e alíquotas específicas, que variam conforme o faturamento e a estrutura de custos do negócio.
Como agir:
Solicite um planejamento tributário anual com um contador especializado no setor imobiliário. Essa análise considera a natureza das receitas (administração, intermediação, aluguel), despesas dedutíveis e o histórico financeiro da empresa.
2. Segmentar corretamente as receitas
Misturar receitas de naturezas diferentes na mesma apuração é um erro comum. Comissões, administração de aluguéis e vendas de imóveis devem ser registradas separadamente.
Como agir:
Organize o plano de contas da empresa para separar as receitas por tipo de operação. Isso permite aplicar o tratamento tributário correto em cada caso e evitar recolhimentos indevidos.
3. Evitar a distribuição disfarçada de lucros
Muitas imobiliárias acabam pagando menos tributos à custa de práticas irregulares, como pagamentos a sócios sem previsão contratual. Essa prática pode ser considerada uma distribuição disfarçada de lucros (DDL).
Como agir:
Formalize os contratos de prestação de serviço com sócios e defina pró-labore adequado. Além disso, mantenha os lucros devidamente registrados e distribuídos conforme os resultados contábeis.
4. Aproveitar deduções e incentivos fiscais
Imobiliárias no Lucro Real, por exemplo, podem abater diversas despesas operacionais da base de cálculo do IRPJ e CSLL. Já empresas no Simples Nacional podem usufruir de faixas de alíquotas reduzidas ao controlar o fator “r”.
Como agir:
Mantenha os documentos fiscais organizados e classifique corretamente cada despesa. Analise periodicamente os incentivos fiscais disponíveis no município e estado onde atua.
5. Evitar erros nas retenções de tributos
É comum haver erros na retenção e repasse de tributos como IRRF, PIS, COFINS e ISS nas comissões pagas a corretores e prestadores de serviço.
Como agir:
Utilize sistemas integrados com a contabilidade para fazer os cálculos automaticamente e manter as guias em dia. Isso evita multas, juros e penalidades.
6. Controlar rigorosamente os contratos de locação e administração
A falta de controle de contratos pode gerar inconsistências no faturamento e na base de cálculo tributária, especialmente quando há inadimplência ou rescisões.
Como agir:
Adote um sistema de gestão imobiliária para automatizar o controle dos contratos, reajustes, repasses e inadimplência. Isso também facilita a emissão de notas fiscais e a correta apuração dos tributos.
7. Emitir corretamente os documentos fiscais
Imobiliárias devem emitir notas fiscais eletrônicas (NFS-e) conforme as regras municipais, o que varia de cidade para cidade.
Como agir:
Conheça a legislação local, defina corretamente os códigos de serviço (código CNAE e item da lista de serviços) e treine sua equipe. A gestão tributária para imobiliária começa na base: a nota fiscal.
Tabela: Impactos da má gestão tributária e soluções
| Problema | Impacto na Imobiliária | Solução sugerida |
| Regime tributário inadequado | Pagamento excessivo de tributos | Planejamento tributário anual |
| Mistura de receitas | Cálculo incorreto de impostos | Segmentação contábil das operações |
| Retenção de tributos mal calculada | Multas e autuações | Sistemas de cálculo automático com apoio contábil |
| Notas fiscais emitidas com códigos errados | Risco de fiscalização | Treinamento e sistema fiscal atualizado |
| DDL e pró-labore irregulares | Penalidades da Receita Federal | Formalização de contratos e distribuição regular |
| Falta de controle de contratos | Divergência entre receita real e declarada | Sistema de gestão de contratos e repasses |
| Desorganização de despesas | Perda de deduções legais | Classificação correta e armazenamento digital |
Importância da contabilidade consultiva na gestão tributária para imobiliária
A contabilidade tradicional se limita a registrar os fatos. Já a contabilidade consultiva atua de forma proativa, apontando oportunidades de economia, revisando processos e identificando riscos fiscais.
Com o suporte de um escritório especializado em gestão tributária para imobiliária, você passa a ter relatórios claros, visão estratégica do negócio e orientação contínua para tomar decisões mais vantajosas — sempre dentro da legalidade.
FAQ: Dúvidas frequentes sobre gestão tributária para imobiliária
1. A minha imobiliária pode se beneficiar do fator R no Simples Nacional?
Sim, desde que o percentual da folha de pagamento ultrapasse 28% da receita bruta. Isso pode reduzir significativamente a alíquota de impostos.
2. Posso deduzir comissões pagas a corretores?
Depende do regime tributário. No Lucro Real, sim. No Simples Nacional e Lucro Presumido, isso não afeta diretamente a carga tributária, mas deve ser contabilizado corretamente.
3. Qual o melhor momento para mudar de regime tributário?
A mudança pode ser feita anualmente, geralmente até o final de janeiro. No entanto, o ideal é simular a troca com base nos resultados do ano anterior.
4. Existe risco em trabalhar com autônomos sem contrato?
Sim. A ausência de contrato pode ser interpretada como vínculo empregatício, gerando encargos trabalhistas retroativos e multas.
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